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    Memórias de uma mãe cadeirante
     


    A história da mãe de uma outra Isabella

    Estava lendo o G1 e encontrei uma reportagem que me emocionou muito. Maysa é mãe de Isabella, uma mãe como eu e tantas que passam por aqui de vez em quando.

    Depois de ler, só consegui abraçar meus filhos e agradecer pela minha vida e pela deles.

    Maysa de Barreto, de 26 anos, tem câncer terminal e faz tratamento intenso de quimioterapia contra uma doença rara, leucemia mieloide crônica. Ela depende de um transplante de medula para sobreviver. Ela escreveu uma carta à mãe de Isabella, Ana Carolina.

    “Ela não tinha mais sua filha e tem a vida toda pela frente, eu tenho minha filha e não tenho a vida pela frente. Poderia ter sido diferente? Isso é injusto? Não, porque Deus tem um propósito na vida de cada um e nós temos que nos conformar mesmo que pareça errado. Em uma de suas últimas entrevistas, Ana Carolina disse que era um fim de um ciclo. Eu peço a Deus que ela realmente se dê essa oportunidade de começar uma nova vida. Isabella não vai ser jamais esquecida pelos brasileiros e muito menos por ela, como minha Isabella jamais será esquecida por mim onde eu estiver”, diz.

    Aqui vai a carta na íntegra de Maysa Barreto para Ana Carolina de Oliveira

    Maysa e  sua filha Isabella

    "Olá, Ana Carolina, meu nome é Maysa Barreto, resido atualmente em Recife-PE. A intenção do email é que ele seja encaminhado para a jornalista Kátia Mello. Creio que ela foi responsável pelo depoimento que Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, concedeu recentemente à revista ÉPOCA.

    Queria pedir que ela encaminhasse um e-mail meu à mãe da menina, esperei algum tempo para mandar, mas agora sinto que é a hora, com tantos acontecimentos em torno dela. Independentemente se receberei retorno deste e-mail, gostaria de adiantar o assunto.
    Tenho 26 anos, acabei de ser mãe.

    Sou “matuta” do interior de Pernambuco e como “matuta” sempre tive curiosidade em tudo que fosse para sair do meu mundo. Aos 15 anos, saí de casa para estudar fora da cidade. Desde então, não parei mais. Morei em três cidades diferentes até chegar em Olinda, apoiada pela minha família. Sem minha família eu não seria nada hoje e Deus é tão bom que fez com que todos meus familiares me apoiassem em tudo sem saber do meu futuro.

    Aos 18 anos, fiz uma viagem a Porto de Galinhas e lá comecei a praticar “minha liberdade”, o mergulho; não parei mais, viajei para fora do país e assim fui fazendo tudo que gostava. Quando completei 23 anos, estava em Buenos Aires, comemorando com meus amigos e tive um dos maiores sustos da minha. Passei mal e fui encaminhada para o hospital. Lá descobriram que eu tinha um tipo de leucemia rara, mieloide crônica. Eu, que gostava de fazer tudo nessa vida, estava namorando com o amor da minha vida, aproveitava cada minuto como se fosse o último, não tinha medo de nada e nem de ninguém.

    Depois que descobri, vim para o Brasil urgente, fui internada às pressas e partir dali, travei uma batalha. Não baixei a cabeça e não pensava em morrer. Eu tinha duas opções: Lutar ou desistir. Meu feitio sempre foi o primeiro.

    O tratamento é como os outros, mas como o meu tipo era raro entre jovens, eles meio que pegam pesado rs. Fiz muita químio, mas o que eu esperava mesmo era o transplante de medula. Tenho três irmãos e nenhum foi compatível comigo, nem papai e nem mamãe. Simplesmente NÃO ACHAVAM. Eu pensava que ninguém batia a medulinha com a minha e comecei a ficar preocupada porque eu sentia que faltava realizar uma coisa, só uma. UM FILHO.

    Eu não queria um filho porque eu pensava que ia morrer. Eu queria porque sempre fui apaixonada por criança e isso era um desejo meu antigo. Passada essa tempestade, veio a boa notícia: TEM MEDULA FRESQUINHA NA ÁREA! Eu? adoooooooro, né?! rs

    Eu fiz! Fiquei radiante demais, só felicidade! Poderia voltar à minha vida em pouco tempo, claro que moderadamente. Isso serviu para que minha família, meus amigos e meu amor se aproximassem mais ainda. PERFEITO. Tudo beleza de novo. Do dia em que descobri a doença para o transplante foram quase dois anos. Prometi a mim mesma que, a partir dali, seria diferente. Logo eu e meu amado resolvemos juntar os trapinhos e morar juntos. Só amor, felicidade, saúde e… bebê. Isso mesmo, engravidei. Esse dia foi assustador e ao mesmo tempo feliz demais! O que mais tive medo foi de a doença voltar, porque agora não era só eu. Era meu filho. Eu temia e ela voltou.

    No meu terceiro mês de gestação descobri que ia ser mãe de uma menina. E no quarto eu, minha médica e meus familiares tomamos uma decisão difícil, a de suspender o tratamento, que ia fazer mal para minha princesa. Ela já era minha princesa, eu estava disposta a dar minha vida para ela. Minha médica explicou que assim que eu tivesse minha filha, entraria num tratamento intensivo, a doença avançava, logo era crônica. Eu não poderia nem amamentar, pois as drogas são fortes. Comecei o tratamento de leve, se assim posso me referir…

    Desviando um pouco a história, tenho que ressaltar a minha ligação íntima com Deus, antes mesmo da doença, muito antes, claro que depois isso se intensificou…

    Eu, como todos os brasileiros, acompanhamos o caso da menina Isabella, pedi muito ao Pai por ela, ao mestre Chico Xavier, aos espíritos de luz, que levassem ela com muita paz e explicassem para ela o estava acontecendo, que ela agora estava segura.

    Bom, Isabella está com 3 meses. Isabella é minha filha. Uma menina forte e linda. Ela vai ser forte demais, como eu. Ela vai lutar até onde der, como eu estou fazendo agora. No momento me encontro internada em Recife. Olha, sou uma pessoa realista, sempre fui e não estou com a bola cheia não, não estou numa das minhas melhores chances. Quem estiver lendo, não pense que fico deprimida, porque NÃO. Eu tenho consciência que minha Isabella vai crescer sem a mãe, mas eu quero que ela faça tudo que tem direito como eu fiz. Eu amei, aproveitei, chorei… eu vivi muito bem esses meus anos. Eu tenho fé demais em Deus, sei que para onde eu for vai ser bom.

    Espero que pelo menos tenha um mar para eu dar uns mergulhos bacanas e que de lá eu possa ver minha filhota, até a hora em que eu estiver pronta para voltar. Nas minhas orações, tenho pedido para encontrar a outra Isabella quando chegar lá. Ela me passa paz. Eu quero vê-la e abraçar como se tivesse abraçando a minha Isabella e dizer que ela mudou o jeito das pessoas… O nome da minha filha foi uma homenagem para ela. Eu sinto amor por ela.

    Que a mãe de Isabella nunca desista de nada, porque Deus é justo e correto. Nunca duvidemos Dele em nada.

    Amanhã vou para casa, meus cuidados agora serão lá junto de todos que eu amo.

    Eu não desisti, não parei de lutar, mas às vezes chega um ponto em sua vida que você tem que entender que fez sua parte. Eu realizei meu maior sonho."

    Eu tenho 26 anos, acabei de ser mãe e tenho câncer em estado terminal.



    Escrito por Flavia Cintra às 19h09
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    outro post do Jairo

    Gente,

    Estou há uns dias pensando em escrever sobre o livro da Carol, do Rapha e da Tabata. Mas, hoje ví que o Jairo já fez isso com o brilhantismo de sempre. Como sou fã dos autores do post e do livro, não resisti em trazer tudo para cá.

    Vejam em http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/arch2010-03-01_2010-03-31.html

    31/03/2010

    Para Tabs, Carol e Rapha

    Normalmente, é o autor ou os autores de um livro que fazem uma dedicatória para seu leitor, mas, como esse blog é todo do avesso Tonto, sou eu quem vai dizer umas palavrinhas para os mais novos escritores da praça, minhas amigas Tabata Contri e Carol Ignarra e o meu parceiro pra tudo e pra qualquer coisa (ui) Rapha Bathe.

    O trio teve uma ideia genial: escreveu um livro mostrando gente ‘matrixiana’ de todo tipo sejam puxadores de cachorro-guia, cadeirantes, gente pequena, gente torta, gente do bem que tá mostrando ao mercado de trabalho que talento para produzir, seja em qual ramo for, nada tem a ver com capacidade física.

    Tabs e Carol, são ‘malacabadas’ e gatas Beijo, Rapha é ‘lambe-lambe’ (fotógrafo Rindo a toa) e inteirinho das pernas, mas um cara ‘absolutamentchi’ engajado no projeto de dominar o mundo! Uhrúúú

    Juntos, escreveram “Inclusão –Conceitos, histórias e talentos das pessoas com deficiência” -  que, torço muuuito para que venda mais do que as pamonhas de Piracicaba, que são o puro creme do milho.

     

    Pro tio, é uma honra enorme ter ajudado esses três, que estão 24 horas com o estilingue nas mãos para promover um planeta mais acessível e digno para todos, e ser um dos personagens do livro! Aêêêê .... ‘Pricurem’ eu ai na capa!!! O lançamento vai rolar no próximo dia 5 de abril vulgo próxima segunda-feira Convencido. Os detalhes estão mais pra baixo do post.

    Agora, como eu sou um ‘minino bão’ e tomo banho quase que diariamente Com vergonha, tenho uma surpresa pros leitores do blog!!!! Uuuuhrúúúú

    Duas pessoas, vão ganhar o livro autografado pelos três autores!! Isso mesmo, ganhar de graça, na faixa, na boa, na maciota!!! Para concorrer, mande um email pro “Zairo” (eu, eu, eu!!! jairo.marques@grupofolha.com.br ), com o título: “Ei, você ai, me dá um livro ai!!!”.

    As inscrições também podem ser feita por mensagens nos “Facebook”, raio de rede social que continuo a léguas de uma maldito cachorro do Canadá que tem milhares de seguidores.... Muito triste

    No corpo da mensagem, não é preciso colocar nada, mas vocês sabem que sou carente e é sempre bom dizer um mimo, né, não? Carente... Qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo pode participar e o sorteio será feito durante o encontro do blog, no dia 17! Vou enviar o prêmio pelo correio ao ganhador, caso ele não esteja na balada, né?!

    “Zente”, mas bora comprar o livro dos meninos e, quem for de Sampa, vamos lá no lançamento! Deem de presente pros chefes de vocês, pras pessoas que acham que a vida é só um barranco pra ficar encostado, que precisa se motivar para enfrentar o mercado de trabalho. Dê pra você mesmo, dê pros amigos ou mesmo para quem curta uma leitura diferente, inovadora!! Bora “nóis tudo”???

    Hum? Lançamento do livro Inclusão –Conceitos, histórias e talentos das pessoas com deficiência

    Que dia que é? Dia 5 de abril, segundona próxima!

    Onde que é? Na livraria Cultura do shopping Vila Lobos, em São Paulo

    Que horas que é? A partir das 19h

    Quem que é? Tabata Contri, Carol Ignarra e Rapha Bathe

    Quem que editou? Editora Qualitymark http://www.qualitymark.com.br/ 

    Quanto morre? R$ 50 contos, cinqüentão, cinqüenta mangos....

    Prontofalei!

    * Foto de Lara Miranda



    Escrito por Flavia Cintra às 10h40
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    A melhor ATRIZ de 2009

    Vai aqui um momento que mostra um pouquinho da beleza, da emoção e da generosidade dessa mulher incrível.

    Alinne tem meu eterno respeito, profunda admiração e gratidão.



    Escrito por Flavia Cintra às 11h15
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    ...eu vou te contar...rs

    - Como é, mamãe?

    - Onde?

    - Para que, mamãe?

    - Quem é esse?

    - Para que serve?

    - Por que não, mamãe?

    - Quando?

    - Do que esse cheiro é?

    - Cadê o meu... ?

    E se eu não consigo responder imediatamente, eles repetem a pergunta, emendando uma repetição na outra, sem perder o fôlego. Só que eu estava na pia, escovando os dentes, enquanto Mateus, ao meu lado, me metralhava com seus infinitos pontos de interrogação. Tirei a escova da boca e disse num “desabafo cômico”:

    - Meu Deus do céu, mas eu estou escovando os dentes, eu vou te contar uma coisa... viu...

    - Conta, mamãe! Pode contar... o que você vai me contar? Rindo a toa



    Escrito por Flavia Cintra às 16h18
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