Meu humor


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    Memórias de uma mãe cadeirante
     


    O anti-herói

    Estávamos num parque e presenciamos uma cena muito feia. Havia um espaço com personagens desenhados em painéis, onde as crianças podem encaixar o rostinho num buraco que fica na altura da cabeça de cada desenho para, então, tirarem fotos. Tinha uma porção de opções e escolher o personagem de cada um já fazia parte da diversão. Mateus escolheu um gatinho e Mariana escolheu a Lola.

    Na fila, aguardavamos nossa vez no meio da algazarra da criançada. Vimos que um menino de uns 6 anos, na hora H de ser fotografado, ficou envergonhado com tantas crianças que olhavam para ele, todas esperando para tirar a foto. Ele desistiu e abraçou as pernas da mãe, tentando se esconder de tanta vergonha. Foi nessa hora que o pai teve um surto de raiva: “É por isso que não dá para sair com você! Você estraga o passeio sempre... você parece um jeca tatu... ” Aos gritos, humilhou e expôs o menino que, claro, correu dali chorando. A mãe, em silencio, foi atrás do filho para consolá-lo e aí eu me vi diante daquele homem.

    Eu devia estar fulminando o sujeito com meu olhar, mas me controlando para não abrir a boca. Ele me olhou, buscando cumplicidade, disse com um sorriso amarelo: “as vezes a gente perde a paciência, né?”. Respirei fundo e respondi “foi VOCÊ que estragou o passeio”. E Mariana completou “ele só ficou com vergonha, por que você ficou bravo?”.

    Vocês acreditam que a minha menininha, do alto do seu 1m de altura, deu essa lição de moral naquele marmanjo ignorante???

    O homem tentou dar uma de bem humorado dizendo que nós éramos duas contra um e foi embora.

    Chegou a nossa vez e... adivinhem! Mateus ficou com vergonha.

    - “Você não vai ficar brava, não é... mamãe!”

    - “Não, filho. Claro que não.”

    É complicado porque as crianças vêem os pais como heróis. Foi dificil para eles assistir um homem humilhando o próprio filho por uma besteira... Mariana rebateu na mesma hora e Mateus me testou para confirmar que somos diferentes.

    Esse é o mundo que temos para viver. Ou melhoramos, assumindo uma cultura de paz... Ou vai chegar uma hora que tanta violência tornará a vida inviável. E vejo nessas pequenas situações exemplos de como se forma um adulto agressivo e cruel.

    Meus filhos já entenderam muito disso e são solidários quando presenciam cenas como a do parque.

    Morro de orgulho dos meus pequenos . Eles são o meu centro, a minha continuação e o meu começo.



    Escrito por Flavia Cintra às 15h13
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    "Eu posso tudo com um sorriso no rosto"

    Esse vídeo foi postado hoje no http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/, pelo Jairo, de quem sou leitora assídua e fã.

    Achei tão lindo que não resisti em colocá-lo aqui também para vocês.



    Escrito por Flavia Cintra às 12h01
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    Amor e humor

    Eu terminava de me arrumar, enquanto Mateus me observava atento.

    - Mamãe, você está linda.

    - Filho, quando você fala assim, eu me derreto toda...

    Depois de dar uma gargalhada, ele solta essa:

    - Você não é de gelo, mamãe!   



    Escrito por Flavia Cintra às 10h57
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